segunda-feira, 16 de junho de 2008

Software Livre! Código Aberto! ... Qual a diferença?

Liberação do código fonte permite usuário customizar programas, mas movimento ainda é pouco conhecido

Entre as décadas de 1950 e 1970, quando a informática ainda estava em seus primórdios, era comum que os usuários de computador tivessem acesso ao chamado código fonte, que contém as instruções do software em linguagem de programação. Mas a partir dos anos 1970 e início dos 1980, com o surgimento das primeiras grandes empresas da área, a complexidade dos softwares fez com que eles adquirissem o status de segredo comercial, e várias empresas passaram a proteger seus investimentos através de direitos autorais. Surgiram a partir daí os chamados códigos fechados, ou seja, o código deixa de ser repassado aos usuários.

Em 1985, surge a Fundação Software Livre (FSF, na sigla em inglês), fundada pelo nova-iorquino Richard Stallman, que passa a lutar contra qualquer tipo de restrição das empresas de informática. A organização fomenta o desenvolvimento de softwares com códigos fontes que pudessem ser acessados por qualquer um. As vantagens de disponibilizar um código são a possibilidade de que programadores estudem sua estrutura, além de poder cooperar para aumentar e refinar os programas, e customizar de acordos com suas necessidades.

Para que um software possa ser considerado livre, é preciso que corresponda a quatro requisitos, desenvolvidos por Stallman: liberdade para executar o programa, para qualquer propósito; liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades; liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo; liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Na prática, para que um software seja considerado livre, ele também precisa ser um software aberto, mas as duas nomenclaturas têm embutidas ideologias diferentes. O movimento pelo Código Aberto (Open Source) é encabeçado pela Open Source Initiative, e enfatiza a possibilidade de um software superior tecnicamente em relação ao software proprietário. Ja o movimento pelo Software Livre enfatiza que não é ético aprisionar conhecimento científico. O primeiro é mais voltado a questões econômicas, enquanto o outro prioriza o lado social.

Entre os softwares livres mais usados atualmente estão o navegador Mozilla Firefox, desenvolvido pela Mozilla Foundation, e o kernel (núcleo) de sistema operacional Linux, desenvolvido e aprimorado desde 1991, quando o finlandês Linus Torvalds liberou seu código na Internet. Atualmente o Linux já está na sua versão 2.6 e apresenta cerca de 450 distribuições diferentes.

6 comentários:

Anônimo disse...

Olá
Para quem não entende nada de informática e pouco se interessa pelo assunto, gostei muito da matéria! Conteúdo útil e didático. Parabéns pelo blog!

Juliana Marques disse...

Ah o coneceito de software livre é ótimo! Mas agora a qualidade...Se o windows já não presta, o linux então...Por que será que todo mundo compra pirata? Isso vai fazer sucesso quando tiver melhor qualidade e interface. É só ver o sucesso da Apple....

Muito legal o blog! Já coloquei nos meus favoritos. Bj!

Unknown disse...

Otima materia, Seria tão bom se mais softwares fossem mais abertos... Não vê o LINUx que cada vez mais está expandindo, e começou em nosso país...

Bem, é isso!!

Otimo artigo!

Unknown disse...

Eu sei o que são softwares livres!!
Aprendi recentemente e essa matéria caiucomo uma luva!!

Unknown disse...

No meu modo de ver creio que se todos os softwares fossem livres eles seriam muito melhores pois a concorrencia seria grande. Então a qualidade melhoraria em virtude da competição das empresas pela maior utilização dos internautas. Logo um software estaria buscando constantemente superar o outro e a gente só tenderia a ganhar com isso!

Mari disse...

Difícil entender a diferença, né? Como a gente vive mergulhado num mundo Microsoft, nós nem abrimos os olhos para essas outras possibilidades!