quarta-feira, 18 de junho de 2008

Livros na estante ou na tela?

O hábito de baixar livros pode provocar no mercado editorial o mesmo efeito causado no meio musical?


Depois da revolução no mercado musical, a Internet pode estar iniciando uma outra mudança no cenário cultural, dessa vez na leitura. Assim como as pessoas estão deixando de comprar CDs para baixar músicas gratuitamente, o mesmo fenômeno seria observado entre os livros?

Gabriela de Amorim Gonzaga é uma leitora assídua. Freqüentadora de bibliotecas, a estudante de administração chega a ler um livro por dia. Agora, Gabriela rendeu-se à leitura online. A idéia partiu de um colega de trabalho que aproveitava o tempo livre entre as tarefas para ler no computador. “Baixar livros na Internet é gratuito, tem vários idiomas e um livro no pen drive pode ser levado de um canto a outro sem peso nenhum”, explica.

O estudante de informática Rafael Vieira Gomez chegou ainda mais longe: ele costuma ler pelo celular. “Eu prefiro ler no celular, pois com ele posso ler em qualquer lugar. Por exemplo, deitado na cama com a luz apagada. O celular está sempre comigo”, afirma o estudante.

Já Letícia Brugger prefere os livros impressos, apesar de também cursar Informática. “Eu prefiro comprar os livros, pois normalmente gosto de relê-los. Não acho que é a mesma coisa ler um livro de verdade e ler no computador, porque sinto que canso muito rápido lendo no computador, enquanto se o livro for impresso posso passar o dia inteiro lendo”, pondera a estudante.

Esse é o argumento de muitas pessoas que defendem a permanência do livro impresso contra as investidas da Web. Gabriela ressalta que só lê no computador por causa das circunstâncias favoráveis. Mas, para ela, ler um livro impresso faz toda a diferença. “Parece inexplicável, mas quando leio um livro impresso, eu entro mais na história, de verdade. Eu me sinto muito feliz olhando para a minha estante cheia de livros ou entrando numa livraria para folhear”, afirma Gabriela, que garante que voltará aos hábitos antigos assim que tiver mais tempo livre. “Você pode ler um livro no ônibus, no metrô, no consultório médico, na rede... Isso o computador não faz”, afirma a estudante.

terça-feira, 17 de junho de 2008

WebCurtas 2

Biblioteca Digital
A biblioteca on-line Domínio Público, mantida pelo Governo Federal, é uma ótima ferramenta de divulgação cultural, com um enorme acervo de imagens, textos, livros, vídeos e áudios, em diversas línguas. São mais de 700 obras apenas em língua portuguesa. Destaque para os livros de Machado de Assis e as versões em português da Divina Comédia e das obras de Shakespeare.

Inclusão digital
Este video foi produzido por alunos do curso de Gestão da Informação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fala a respeito do programa de inclusão digital Telecentros Paranagevar, em Curitiba, Paraná.



Cursos de Jornalismo On-line
O Portal Comunique-se está com inscrições abertas para dois cursos na área de jornalismo digital. A oficina “Jornalismo Esportivo na Web”, que será promovido em São Paulo, entre os dias 21 e 24 de julho, das 19h30 às 22h30, simula o trabalho de uma redação on-line de esportes, com a cobertura de clubes e eventos esportivos, nacionais e internacionais. O valor da inscrição é de R$ 390. Já o curso “Jornalismo On-Line” acontecerá em Brasília, nos dias 6 e 7 de setembro e ajudará os alunos a aprimorarem o texto para web. A matrícula é de R$ 285. para se inscrever, basta enviar um e-mail para cursos@comunique-se.com.br.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Software Livre! Código Aberto! ... Qual a diferença?

Liberação do código fonte permite usuário customizar programas, mas movimento ainda é pouco conhecido

Entre as décadas de 1950 e 1970, quando a informática ainda estava em seus primórdios, era comum que os usuários de computador tivessem acesso ao chamado código fonte, que contém as instruções do software em linguagem de programação. Mas a partir dos anos 1970 e início dos 1980, com o surgimento das primeiras grandes empresas da área, a complexidade dos softwares fez com que eles adquirissem o status de segredo comercial, e várias empresas passaram a proteger seus investimentos através de direitos autorais. Surgiram a partir daí os chamados códigos fechados, ou seja, o código deixa de ser repassado aos usuários.

Em 1985, surge a Fundação Software Livre (FSF, na sigla em inglês), fundada pelo nova-iorquino Richard Stallman, que passa a lutar contra qualquer tipo de restrição das empresas de informática. A organização fomenta o desenvolvimento de softwares com códigos fontes que pudessem ser acessados por qualquer um. As vantagens de disponibilizar um código são a possibilidade de que programadores estudem sua estrutura, além de poder cooperar para aumentar e refinar os programas, e customizar de acordos com suas necessidades.

Para que um software possa ser considerado livre, é preciso que corresponda a quatro requisitos, desenvolvidos por Stallman: liberdade para executar o programa, para qualquer propósito; liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades; liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo; liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Na prática, para que um software seja considerado livre, ele também precisa ser um software aberto, mas as duas nomenclaturas têm embutidas ideologias diferentes. O movimento pelo Código Aberto (Open Source) é encabeçado pela Open Source Initiative, e enfatiza a possibilidade de um software superior tecnicamente em relação ao software proprietário. Ja o movimento pelo Software Livre enfatiza que não é ético aprisionar conhecimento científico. O primeiro é mais voltado a questões econômicas, enquanto o outro prioriza o lado social.

Entre os softwares livres mais usados atualmente estão o navegador Mozilla Firefox, desenvolvido pela Mozilla Foundation, e o kernel (núcleo) de sistema operacional Linux, desenvolvido e aprimorado desde 1991, quando o finlandês Linus Torvalds liberou seu código na Internet. Atualmente o Linux já está na sua versão 2.6 e apresenta cerca de 450 distribuições diferentes.

domingo, 15 de junho de 2008

WebCurtas 1


Francês on-line
Dominar uma língua estrangeira é um grande diferencial para quem busca um “lugar ao sol” no mercado de trabalho. Mas aprender uma nova língua requer tempo disponível e dinheiro. Para atender a essa demanda, os governos do Brasil e da França firmaram o acordo de ensino à distância e lançaram o site Francoclic, que oferece lições gratuitas de francês em texto, vídeos didáticos e exercícios, com aulas de gramática e vocabulário, além de informações sobre a cultura francesa.

“2.0 – A máquina somos nós”



Este vídeo é uma versão em português, produzida pela Escola do Futuro da USP, do consagrado “The machine is Us/ing Us”, que mostra em apenas 5 minutos o “processo evolutivo” sofrido pela web. Desenvolvido originalmente por Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural da Universidade Estadual do Kansas (EUA), esse vídeo explica de maneira simples o que é a chamada Web 2.0, fenômeno no qual os internautas participam da produção do conteúdo on-line, deixando de ser meramente espectadores, e passando a tomar uma postura mais ativa.

Concurso de Fotografia
O Ateliê da Imagem está promovendo o concurso de fotografias tiradas com câmeras de celular. O prêmio para o primeiro colocado será um celular da Sony Ericsson, com câmera de 5 Mega pixels (K850). As inscrições terminam na sexta-feira, dia 20 de junho. Para se inscrever e saber outras informações, basta comparecer à sede do Ateliê, na Avenida Pasteur, 453, Urca, Rio de Janeiro.

sábado, 14 de junho de 2008

Combate ao crime na era digital

Projeto visa lutar contra a criminalidade com ajuda dos internautas

Uma série de iniciativas que buscam o democratizar acesso à informação estão encontrando na web um local ideal para a sua atuação. Um desses empreendimentos é o site Wikicrimes, criado por Vasco Furtado, professor de Informática da Universidade de Fortaleza (Unifor) e pesquisador na área de tecnologia aplicada em segurança pública.

O projeto permite os internautas publicarem informações sobre assaltos, furtos ou agressões que tenham sofrido ou presenciado ou do qual tenham tomado conhecimento. A idéia é realizar um mapeamento dos locais de maiores índices de violência em cidades brasileiras com dados produzidos pelos usuários. O objetivo é facilitar o acesso às informações sobre criminalidade, que em geral encontram-se monopolizadas nas mãos das instituições oficiais do governo.
— É preciso disponibilizar essas informações de maneira mais transparente. Ao sofrerem um assalto em uma determinada rua, as pessoas buscam alertar os mais próximos para evitarem passar pela região. O WikiCrimes permite que esse alerta seja mais abrangente, conta.

Inspirado na enciclopédia colaborativa Wikipédia, o site permite que qualquer internauta participe e colabore com a elaboração de conteúdo do site. Apesar das páginas wiki, que podem ser editadas pelos próprios usuários, sofrerem críticas por serem suscetíveis a ataques de vandalismo, o WikiCrimes conta com formas para garantir a credibilidade do conteúdo postado.

Furtado conta que tem buscado ampliar as fontes de informação do WikiCrimes. Segundo o professor, está sendo fechada uma parceria com o Ministério Público, com o Ministério da Justiça e com secretarias de segurança de todo o país para a publicação de dados oficiais. Além disso, está em desenvolvimento um projeto com comunidades de bairros carentes para a coleta de informações e, dessa forma, democratizar a origem do conteúdo.
— Trata-se de um trabalho com um viés tecnológico e cientifico, mas que prioriza a cidadania acima de tudo, declara Furtado.